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CRUELDADE E NEGLIGÊNCIA: Idoso passa 11 dias com fêmur quebrado após queda dentro do Hospital Cristo Redentor em Itapetinga

por Portal Sudoeste em foco
CRUELDADE E NEGLIGÊNCIA: Idoso passa 11 dias com fêmur quebrado após queda dentro do Hospital Cristo Redentor em Itapetinga

CRUELDADE E NEGLIGÊNCIA: Idoso passa 11 dias com fêmur quebrado após queda dentro do Hospital Cristo Redentor em Itapetinga
O que deveria ser um ambiente de amparo, cura e segurança transformou-se em um cenário de tortura psicológica e dor física para uma família em Itapetinga. Um caso alarmante de negligência institucional joga luz sobre a precariedade do atendimento no Hospital Cristo Redentor, unidade gerida pela Fundação José Silveira. Um idoso encontra-se há 11 dias abandonado em um leito da instituição, sofrendo com uma fratura no fêmur decorrente de um acidente provocado pela própria falta de vigilância do hospital.
O Absurdo: Entrou para um procedimento, saiu com o fêmur quebrado
O relato, trazido a público por meio de um desabafo desesperado da filha do paciente no arquivo de vídeo desenha uma cronologia de horror administrativo:
A Queda Interna: O idoso deu entrada no hospital para realizar um procedimento. No entanto, devido à ausência de protocolos eficientes de prevenção de acidentes e falta de cuidados da equipe, ele sofreu uma queda grave dentro da própria ala de internação.
11 Dias de Omissão: O tombo resultou em uma fratura no fêmur. Em qualquer gestão hospitalar séria, uma fratura desse porte em um paciente idoso é tratada como emergência ortopédica imediata. No Hospital Cristo Redentor, o caso foi empurrado com a barriga: já se somam 11 dias de osso quebrado sem que o paciente receba o tratamento ou a cirurgia necessária.
A Desculpa dos “Exames”: A administração e a equipe médica limitam-se a usar uma cortina de fumaça padrão, alegando rotineiramente que “vão fazer exames”, enquanto o tempo passa e o quadro do paciente se agrava.
Tortura Institucional: O Corpo que Padece no Leito do Abandono
A falta de assistência adequada não se restringe à ausência da cirurgia. O abandono no leito está gerando complicações físicas visíveis e dolorosas. Conforme denunciado pela filha, o idoso já está desenvolvendo feridas (escaras) nas costas devido à total imobilidade e à falta de manejo de decúbito por parte da equipe de enfermagem.
A cena é de cortar o coração: o paciente aparece deitado, com os braços contidos por faixas de tecido amarradas às grades da cama, completamente vulnerável, sem poder se mover e sem receber qualquer perspectiva de melhora.
“Ele caiu aqui dentro e fraturou o fêmur. Meu pai está aqui praticamente sem ser atendido… Só falam que vai fazer exame, vai fazer exame, e hoje está com 12 dias”
“Eu não sei o que fazer mais, meu pai já está ferindo as costas dele… A situação está difícil aqui dentro”, suplica a filha, cuja voz resume o sentimento de impotência diante do monstro da burocracia hospitalar.
Cadê a Gestão da Fundação José Silveira?
Deixar um paciente idoso por quase duas semanas com o fêmur quebrado não é um mero “atraso no fluxo”; é tortura institucional e omissão de socorro. A fratura de fêmur na terceira idade aumenta exponencialmente o risco de infecções respiratórias, trombose e óbito caso não seja corrigida rapidamente. A inércia da diretoria do Hospital Cristo Redentor é um atentado direto à vida desse senhor.
A Fundação José Silveira, que frequentemente estampa marcas de filantropia e qualidade, precisa vir a público explicar como permite que uma de suas unidades trate a vida humana com tamanho descarte e insensibilidade. Cadê o diretor clínico? Cadê os responsáveis pela fiscalização dos leitos?
O silêncio da gestão diante de um paciente que está “apodrecendo” em uma maca é cúmplice do sofrimento dessa família. O caso exige intervenção imediata do Ministério Público, do Conselho Regional de Medicina (CREMEB) e das autoridades de saúde do estado. O Hospital Cristo Redentor não pode continuar operando como um buraco negro de dignidade humana. Exige-se resposta, punição dos responsáveis e, acima de tudo, o atendimento imediato a esse idoso.

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