Senado discute fim da escala 6×1 em meio à pressão da oposição fortalecida pelas eleições
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve para esta terça-feira (6) o início do debate da PEC que propõe o fim da jornada 6×1. A pauta, vista como uma vitrine eleitoral para o presidente Lula (PT), esbarra agora no fortalecimento da oposição após as eleições de domingo. O PL, que se tornou a maior bancada do Senado a partir de 2027 com 28 senadores, tenta adiar ou barrar a votação.
O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirma que o clima “não mudou nada” e o governo mantém o plano de aprovação ainda esta semana. Para que a PEC avance, são necessários pelo menos 49 votos em dois turnos. Se não houver acordo para encurtar os prazos, o texto precisará passar por cinco sessões de discussão antes da primeira votação.
Mobilização contrária e contexto político:
Entidades empresariais estão pressionando senadores a não comparecerem, visando esvaziar o quórum necessário ao governo. Segundo o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o governo terá dificuldades para reunir apoio, estando fragilizado pelo resultado eleitoral. Além disso, a eleição para a presidência do Senado no ano que vem influencia a disputa: Alcolumbre tenta a reeleição, mas esbarra no nome de Rogério Marinho (RN), do PL, que é contra a PEC e defende uma jornada mais flexível.
A Proposta da PEC:
A PEC prevê uma transição gradual da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga obrigatórios, sem redução de salário:
1ª etapa: Queda para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação.
2ª etapa: Redução final para 40 horas semanais, após 12 meses.
Senado discute fim da escala 6×1 em meio à pressão da oposição fortalecida pelas eleições
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