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Obras na Avenida Brumado: Promessa de R$ 24 milhões acumula atrasos e vira pesadelo para a Zona Oeste

por Portal Sudoeste em foco
Obras na Avenida Brumado: Promessa de R$ 24 milhões acumula atrasos e vira pesadelo para a Zona Oeste

Obras na Avenida Brumado: Promessa de R$ 24 milhões acumula atrasos e vira pesadelo para a Zona Oeste

Com prazo original de 16 meses, requalificação se arrasta e frustra a população. Moradores, comerciantes e ciclistas enfrentam poeira, valetas abertas e risco diário de acidentes.

O que foi anunciado como um grande marco de modernização e desenvolvimento para a Zona Oeste de Vitória da Conquista (BA) transformou-se em um canteiro de obras que parece não ter fim. A requalificação da Avenida Brumado, executada pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurc), já ultrapassou a marca de R$ 24 milhões em investimentos, mas, passados quase três anos do início do projeto, o que se vê no local é um acúmulo de transtornos, atrasos e indignação popular.

O cenário atual da via contrasta drasticamente com a “nova Olívia Flores” prometida pela gestão municipal. Quem circula pela região depara-se com materiais de construção espalhados pela pista, valetas acumulando água e esgoto, além de poeira constante, mato alto, lixo e fiação exposta. A situação prejudica pedestres, afasta clientes do comércio local e afeta diretamente a rotina e o faturamento dos lojistas da avenida.

Um dos pontos mais críticos do atraso é a não entrega da ciclovia. Sem a infraestrutura prometida, ciclistas que utilizam a via para transporte diário ou atividade física são forçados a dividir espaço no trânsito com carros, motos e veículos pesados, expondo-se diariamente ao risco de graves acidentes.

Orçamento inflado e prazos descumpridos

As obras tiveram início em dezembro de 2023, viabilizadas pelo programa Acelera Conquista (com recursos do Finisa III). O orçamento inicial era de R$ 13,39 milhões, contemplando pavimentação, ciclovia, pista de caminhada, iluminação em LED e paisagismo, com previsão de entrega para 16 meses.

O prazo foi estourado. A situação tornou-se ainda mais complexa com a necessidade de uma obra de macrodrenagem não prevista inicialmente no mesmo escopo, exigindo a instalação de 800 aduelas de concreto para o escoamento de águas pluviais. Com os aditivos contratuais, o custo total da intervenção saltou para mais de R$ 24 milhões.

Justificativas e crise na Emurc

A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), que supervisiona os trabalhos, justificou a lentidão em ocasiões anteriores apontando a complexidade de engenharia da macrodrenagem e o período de chuvas, que teria inviabilizado etapas de terraplanagem e pavimentação.

No entanto, outro fator que agrava a insegurança em relação à conclusão da obra é a atual situação da Emurc. Responsável pela execução, a empresa municipal atravessa uma forte crise administrativa e financeira, passando por um processo de reestruturação. O cenário levanta sérios questionamentos da população sobre a real capacidade operacional da empresa para manter o ritmo dos trabalhos e honrar os novos prazos.

Enquanto a intervenção milionária não é concluída, a população da Zona Oeste segue cobrando agilidade, organização e transparência do poder público, à espera do dia em que a Avenida Brumado finalmente oferecerá a mobilidade e a segurança que foram prometidas.

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