Sem proposta e com intimidação: JBS chama PM contra protesto de trabalhadores em Itapetinga
Após oito rodadas de negociação sem nenhuma proposta real para a categoria, a postura patronal tomou um rumo inaceitável. Diante da mobilização dos trabalhadores, a resposta das empresas foi acionar a Polícia Militar para tentar intimidar quem produz o lucro da fábrica.
As negociações da campanha salarial entre o Sindicarne Bahia e o Sincar seguem travadas pela intransigência do setor patronal. Enquanto a categoria exige valorização, reajuste justo e condições dignas de trabalho, a negociação continua sendo empurrada com a barriga. Sem avanços na mesa, os trabalhadores exerceram seu direito legítimo e constitucional de ir às ruas e manifestar.
Nesta quarta-feira (26/08), porém, a postura da empresa ultrapassou os limites em Itapetinga. Durante um ato pacífico organizado pelos funcionários da JBS junto ao Sindicato, os trabalhadores foram surpreendidos pela presença da força policial.
É inadmissível responder a reivindicações trabalhistas com aparato de segurança. Em vez de negociar com seriedade e respeitar quem sustenta a produção diária, o setor patronal prefere acirrar os ânimos e tentar silenciar o movimento.
O Sindicarne Bahia repudia veementemente qualquer tentativa de constranger, intimidar ou criminalizar a organização da classe trabalhadora. Exigir respeito e salário justo não é crime, é um direito.
Se os patrões se recusam a dialogar na mesa de negociação, continuarão ouvindo a voz da categoria na porta das fábricas.
A CATEGORIA NÃO VAI RECUAR!
