Home PolíciaSilêncio da OAB: O advogado Gamil Foppel Expõe Descaso e Aponta Crime Contínuo em Prisão de Colegas na Operação Sintonia de Gravata

Silêncio da OAB: O advogado Gamil Foppel Expõe Descaso e Aponta Crime Contínuo em Prisão de Colegas na Operação Sintonia de Gravata

por Portal Sudoeste em foco
Silêncio da OAB: O advogado Gamil Foppel Expõe Descaso e Aponta Crime Contínuo em Prisão de Colegas na Operação Sintonia de Gravata

Silêncio da OAB: O advogado Gamil Foppel Expõe Descaso e Aponta Crime Contínuo em Prisão de Colegas na Operação Sintonia de Gravata

Gamil Foppel relata omissão da presidência da Ordem e aciona o Ministério Público para investigar violação de prerrogativas na Bahia.
O advogado Gamil Foppel veio a público manifestar sua indignação com a situação de advogados e advogadas detidos durante a Operação Sintonia de Gravata. Em um relato contundente, Foppel denuncia que, trinta e um dias após a deflagração da operação, os profissionais continuam presos em unidades prisionais comuns, desrespeitando o direito legal a uma sala de Estado Maior. Para ele, essa infração configura um crime em flagrante delito que se estende diariamente e fere os princípios basilares da profissão.
A gravidade do cenário motivou famílias dos detidos a buscarem o auxílio de Foppel para que ele atuasse nos processos de Habeas Corpus movidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. Atendendo ao apelo e buscando colaborar com a defesa institucional, o advogado encaminhou a correspondência formalmente à presidente da seccional, a professora doutora Daniela Borges, utilizando tanto o e-mail oficial quanto aplicativos de mensagens. A ausência total de resposta, sequer um retorno protocolar, foi o estopim para o desabafo público e a denúncia de omissão.
Diante do silêncio institucional, Foppel conclui que a atuação em prol da classe parece restrita a um grupo político específico que domina a Ordem há mais de três décadas.
Ele critica abertamente a alternância contínua das mesmas pessoas nos cargos de gestão, sugerindo que a instituição se fechou para colaborações externas e trata divergências de forma unilateral. O advogado faz questão de ressaltar que não possui pretensões eleitorais para o cargo de presidente na próxima eleição e que sua única intenção era colocar sua força de trabalho à disposição da classe de forma genuína.
Sem espaço para atuar em conjunto com a OAB, Foppel decidiu agir de forma independente e incisiva. Ele protocolou uma representação junto ao Procurador Geral de Justiça do Estado da Bahia, doutor Pedro Maia. O objetivo é instaurar uma investigação rigorosa para apurar a autoria do crime previsto no artigo sétimo B do Estatuto da Advocacia, que trata da violação das prerrogativas profissionais. O advogado argumenta que a materialidade do delito já é inquestionável, restando apenas identificar e responsabilizar os autores da ilegalidade em andamento.
Apesar dos entraves políticos e da falta de receptividade, Foppel mantém uma postura firme em relação ao seu compromisso com a advocacia. Ele deseja sucesso às ações movidas pela Ordem e espera que a instituição faça valer não apenas o direito à sala de Estado Maior, mas todas as demais prerrogativas previstas no estatuto. O profissional encerra sua declaração reafirmando que continuará lutando pelos direitos dos advogados dentro de suas possibilidades cotidianas, deixando claro que não necessita de um cargo institucional para defender a justiça e o respeito à sua classe profissional.

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