Home BrasilEm meio a racha no STF, Cármen Lúcia relata “profunda tristeza”, pede desculpas ao país e julgamento é suspenso

Em meio a racha no STF, Cármen Lúcia relata “profunda tristeza”, pede desculpas ao país e julgamento é suspenso

por Portal Sudoeste em foco
Em meio a racha no STF, Cármen Lúcia relata “profunda tristeza”, pede desculpas ao país e julgamento é suspenso

Em meio a racha no STF, Cármen Lúcia relata “profunda tristeza”, pede desculpas ao país e julgamento é suspenso
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um forte desabafo durante a sessão plenária desta terça-feira (15). Em meio à tensão interna na Corte que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, ela afirmou estar em estado de “profunda consternação e tristeza” e pediu desculpas ao povo brasileiro pelo “mal-estar cívico” gerado nos últimos dias.
“Peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Todos nós queríamos resolver, mas as questões foram crescendo demais. Queria ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui”, lamentou a ministra.
A origem da crise
O embate interno escalou no início de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre fraudes no Banco Master. O documento revelou 52 mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de um contrato de R$ 130 milhões entre a instituição e o escritório de advocacia da esposa de Moraes.
A divulgação gerou um confronto direto: Moraes acusou Mendonça de vazamento “seletivo” dos autos e de omitir documentos. Mendonça, por sua vez, negou a acusação, afirmando que o sigilo parcial visava apenas proteger investigações em andamento.
Julgamento interrompido
O plenário se reuniu para decidir se o Supremo analisaria as condutas de Moraes e Mendonça de forma conjunta ou em processos separados.
O placar estava 4 a 3 a favor da separação dos casos — voto liderado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Em contrapartida, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela análise unificada.
A sessão acabou suspensa após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino, adiando a resolução do conflito.

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