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TRE-BA suspende mandato do vereador Diogo Azevedo; defesa alega perseguição política e uso da máquina pública em Vitória da Conquista

por Portal Sudoeste em foco
TRE-BA suspende mandato do vereador Diogo Azevedo; defesa alega perseguição política e uso da máquina pública em Vitória da Conquista

TRE-BA suspende mandato do vereador Diogo Azevedo; defesa alega perseguição política e uso da máquina pública em Vitória da Conquista
VITÓRIA DA CONQUISTA – O cenário político local sofreu uma forte reviravolta com a decisão monocrática do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou a suspensão do mandato do vereador Diogo Azevedo (PSDB). A medida atende a um pedido jurídico fundamentado em suposta infidelidade partidária, após o parlamentar deixar o União Brasil (UB), legenda pela qual se consagrou como o vereador mais votado da história do município, com 6.017 votos.
A reação da defesa de Diogo Azevedo foi imediata. Os advogados do parlamentar contestaram os fundamentos da liminar e apresentaram uma série de argumentos que sustentam a existência de “justa causa” para a desfiliação. A tese central aponta que o vereador vinha sendo vítima de severa perseguição política interna no União Brasil, inviabilizando sua permanência na sigla.
Acusações de uso da máquina e favorecimento familiar
O ponto mais contundente da contestação apresentada pela defesa envolve diretamente a gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil). De acordo com os argumentos protocolados, o grupo político da chefe do Executivo municipal estaria utilizando a estrutura da prefeitura para favorecer deliberadamente o projeto eleitoral de Wagner Alves (União Brasil), marido da prefeita e pré-candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.
A defesa alega que o espaço político de Azevedo foi sufocado para dar exclusividade e vantagem à campanha familiar apoiada pelo Palácio Alencastro.
Histórico de embates na Câmara
O rompimento de Diogo Azevedo com a base governista já vinha se desenhando de forma barulhenta nas sessões da Câmara Municipal. Após migrar para o PSDB e adotar uma postura de independência, o vereador tornou-se uma das vozes mais críticas a projetos recentes enviados pela prefeitura.
O estopim da crise na bancada ocorreu durante a votação do projeto de lei que criou mais de 70 novos cargos comissionados na estrutura administrativa municipal. Azevedo posicionou-se firmemente contra a medida, criticando o impacto financeiro de aproximadamente R$ 2 milhões em despesas com pessoal em um momento no qual o município enfrenta severas cobranças por investimentos básicos em saúde, exames e medicamentos. Na ocasião, a oposição já apontava o teor eleitoreiro das nomeações, ligando-as diretamente às movimentações de bastidores para as campanhas de 2026.
Com a decisão do TRE-BA, o mandato de Diogo Azevedo fica suspenso até que o mérito da ação seja julgado pelo colegiado do tribunal. A equipe jurídica do vereador corre contra o tempo para protocolar recursos e tentar reverter a decisão liminar, assegurando o retorno do parlamentar às suas funções legislativas.

fonte: política livre

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