O Isolamento de Rodrigo Hagge: O “Afilhado” Esquecido por ACM Neto?
O cenário político no sudoeste baiano ferve com um descontentamento que já não consegue mais ficar restrito aos bastidores. O ex-prefeito de Itapetinga e pré-candidato a deputado estadual, Rodrigo Hagge, tem externado a aliados próximos uma profunda frustração com a postura do líder do seu grupo, o pré-candidato ao governo ACM Neto.
A queixa central é o que Hagge define como “falta de empenho” de Neto em impulsionar sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Enquanto outros nomes do União Brasil e partidos aliados desfilam ao lado de ACM Neto em palanques pelo interior, o jovem herdeiro do clã Hagge parece ter sido deixado no “vácuo” das articulações políticas.
Os Pontos de Atrito: Prefeitos e “Banda B”
O que mais incomoda Rodrigo Hagge e seu grupo é a ausência de gestos práticos por parte de ACM Neto. Até o momento, Neto não teria direcionado o apoio de nenhum prefeito da base para dobrar com Hagge . O Vácuo da “Banda B”, lideranças de segundo escalão e grupos de oposição em municípios do interior — a chamada “Banda B”, essencial para quem busca uma vaga no Legislativo — estão sendo canalizados para outros candidatos com maior “potencial de vitória” aos olhos da cúpula.
O Contraste com a “Tropa de Elite”
A sensação de desprestígio aumenta quando Hagge observa seus pares. Outros pré-candidatos a deputado estadual têm aparecido com frequência em fotos oficiais, vídeos nas redes sociais e eventos de grande porte ao lado de ACM Neto.
Para analistas locais, o movimento de Neto parece ser puramente pragmático: priorizar nomes que já possuem mandatos consolidados ou estruturas eleitorais mais robustas para garantir uma bancada forte em 2027. No entanto, para Hagge — que ostenta o capital político de ter gerido uma das cidades mais importantes do sudoeste — a fatura da lealdade parece não estar sendo paga.
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