O Pulo do Gato ou o Grito de Socorro? Preterido por prefeitos, Ângelo Coronel mira coordenação de Flávio Bolsonaro
O cenário político baiano está prestes a testemunhar uma das manobras mais surpreendentes da atual temporada. Acuado por pesquisas de intenção de voto que o colocam na lanterna e amargando o que aliados chamam de “ingratidão” de gestores municipais, o senador Ângelo Coronel parece ter encontrado uma saída estratégica para o seu futuro político: o desembarque na campanha nacional da direita.
A movimentação ocorre em um momento de isolamento do senador. Após anos despejando emendas parlamentares e articulando recursos para diversas prefeituras, Coronel sente agora o peso do desprezo de prefeitos que, outrora parceiros, hoje lhe dão as costas diante de um desempenho eleitoral pífio. O sentimento nos bastidores é de “toalha jogada” em relação às pretensões locais, dando lugar a uma nova e ousada aposta.
Fontes ligadas ao parlamentar confirmam que ele já viabiliza sua indicação para a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. A articulação é vista como uma tentativa de oxigenar sua imagem e garantir sobrevida política em um terreno onde a polarização costuma salvar carreiras em declínio.
Para muitos, a decisão de Coronel é um movimento de sobrevivência puramente pragmático. Ao trocar o desgaste de uma campanha estadual onde não decola pela vitrine de uma coordenação nacional de peso, o senador tenta transformar o desânimo em combustível para novos horizontes. Resta saber se o eleitorado e seus antigos aliados verão o movimento como uma renovação estratégica ou como a confissão definitiva de uma derrota antecipada em solo baiano.
O Pulo do Gato ou o Grito de Socorro? Preterido por prefeitos, Ângelo Coronel mira coordenação de Flávio Bolsonaro
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