Escândalo em Itapetinga: Hospital Cristo Redentor é Alvo de Denúncias sobre “Folha Fantasma” e Cabide de Empregos
Enquanto profissionais enfrentam atrasos salariais e férias sem pagamento, cerca de 300 nomes ligados a políticos estariam recebendo supersalários sem trabalhar na Fundação José Silveira.
ITAPETINGA – O cenário na saúde pública de Itapetinga atinge um nível de indignação sem precedentes. Uma denúncia grave aponta que o Hospital Cristo Redentor, gerido pela Fundação José Silveira, estaria operando como um verdadeiro “curral eleitoral”. Segundo fontes e documentos enviados aos órgãos de controle, a folha de pagamento da unidade abriga cerca de 300 beneficiários que, na prática, nunca prestaram um dia de serviço sequer à instituição.
O Banquete dos Privilégios
A lista dos supostos funcionários “fantasmas” revela uma rede de influência que causa espanto na região:
Políticos com mandato ativo;
Esposas e filhos de figuras públicas;
Lideranças sindicais e cabos eleitorais.
Muitos desses beneficiários sequer residem em Itapetinga, morando em municípios vizinhos, mas figuram na folha de pagamento com salários que variam de R$ 2.500,00 a R$ 8.000,00. O esquema seria fruto de acordos de conveniência política, visando a manutenção de poder e a cooptação de votos para pleitos eleitorais.
O Contraste do Descaso: Atrasos e Férias no “Papel”
Enquanto a “folha de ouro” é paga rigorosamente em dia para manter as alianças políticas, quem realmente sustenta o hospital vive um pesadelo financeiro. Além dos atrasos constantes nos salários mensais, uma nova e perversa prática foi denunciada: funcionários estão sendo colocados em férias, mas não recebem um centavo do valor devido.
O profissional é afastado para o descanso obrigatório por lei, mas retorna ao trabalho sem ter visto a cor do dinheiro das férias, acumulando dívidas e passando necessidades básicas dentro de casa.
”É uma bofetada na cara de quem limpa o chão, de quem medica o paciente e de quem salva vidas. Ver gente que nunca apareceu aqui ganhando três vezes mais que a gente, enquanto nossas contas vencem e nossas férias não são pagas, é desesperador”, desabafa um funcionário sob anonimato.
O Silêncio das Autoridades
Apesar de o caso já ter sido levado ao conhecimento de órgãos competentes, a sensação na cidade é de que a influência política dos envolvidos funciona como um escudo contra a justiça. Até o momento, nenhuma intervenção foi realizada para auditar as contas da Fundação José Silveira em Itapetinga ou para garantir o direito básico dos trabalhadores reais da saúde.
A sociedade agora exige transparência: quem são os 300 privilegiados? Por que os heróis da saúde estão sendo punidos com férias sem pagamento enquanto a política dita as regras do hospital? O silêncio das autoridades só aumenta a convicção de que o Hospital Cristo Redentor foi transformado em um balcão de negócios às custas da vida da população.
Escândalo em Itapetinga: Hospital Cristo Redentor é Alvo de Denúncias sobre “Folha Fantasma” e Cabide de Empregos
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